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Exposição e seminário homenageiam escritora Clarice Lispector após 30 anos de sua morte

clarice-materia_foto.jpgUcraniana naturalizada brasileira é considerada mais revolucionária que James Joyce, Virginia Woolf e Franz Kafka pela crítica literária internacional

FORTALEZA, 06.12.2007 - Para marcar a passagem dos 30 anos de morte da escritora Clarice Lispector, o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) realizará a exposição “Clarice, Sempre Viva, Clarice”, no período de 7 a 14 deste mês, apresentando livros raros, imagens e documentos sobre a sua história de vida e trajetória artística. A abertura da mostra acontecerá amanhã (sexta-feira, 7), às 19h, no saguão da biblioteca do Centro Cultural BNB-Fortaleza (3º andar).

No último dia da exposição (sexta-feira, 14), de 10h às 13h, será realizado no auditório do CCBNB-Fortaleza (também no 3º andar) o seminário “Conversas ao pé de Clarice”, abrangendo uma série de debates, leituras e apresentações sobre a vida e a obra da romancista, contista, cronista, autora de literatura infantil e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. A exposição e o seminário têm curadoria de Fernanda Coutinho, Miguel Araújo, Isabela Damasceno e Luciana Goiana e produção do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Durante o seminário, serão apresentados os seguintes temas: “Clarice e a infância jamais perdida”, com Fernanda Coutinho; “Clarice e a paixão segundo G.H.”, com Vera Moraes; “Imagens Clariceanas”, com Ângela Fernandes; “Os tesouros escondidos nos desastres de Sofia”, com Benigna Lessa; “A linguagem em água-viva”, com Glaydson Mathias; “Clarice Lispector e ‘a menor mulher do mundo’”, com Elenice Lima; “Tecendo a infância do mundo: Clarice Lispector e a literatura infantil”, com Jaqueline Moura; e “Macabéa, um ser para a morte”, com Viviane Aquino.

Mais revolucionária que James Joyce, Virginia Woolf e Franz Kafka

Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, e morreu no Rio de Janeiro, em 9 de dezembro de 1977. De família judaica, emigrou com a família para o Brasil, quando tinha pouco mais de um ano de idade.

Começou a escrever logo que aprendeu a ler, em Recife. Clarice falava vários idiomas, entre eles o francês e o inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno familiar, o iídiche.

Em 1944, publicou seu primeiro romance, “Perto do coração selvagem”. A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando a difícil realidade social do País na época.

Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, quer pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, quer pelo estilo solto elíptico e fragmentário, que críticos reputaram reminiscente de James Joyce e Virginia Woolf, sem bem que ainda mais revolucionário.

Em verdade, a obra de Clarice ultrapassou qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa Hélène Cixous chega ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes de Clarice) e outra D.C. (Depois de Clarice).

Por sua vez, o tradutor Gregory Rabassa, em artigo publicado no jornal The New York Times, edição de 11 de março de 2005, descreveu-a como o equivalente de Franz Kafka na literatura latino-americana.

Seu romance mais famoso talvez seja “A hora da estrela”, o último publicado antes de sua morte. Este livro narra a vida de Macabéa, uma nordestina criada no estado de Alagoas, que migra para o Rio de Janeiro e vai morar numa pensão, tendo sua vida descrita por um escritor fictício chamado Rodrigo S. M.

Clarice Lispector continua sendo algo estranho e fascinante na literatura brasileira. Dotada de especial sensibilidade, sua preocupação maior nunca esteve no enredo, no linear das coisas. Exigiu, ao contrário, que o leitor se entregasse em meditação à aventura de ler, se quisesse desfrutar da profundidade dos conceitos que se multiplicavam.

ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

* Fernanda Coutinho (curadora) - (85) 8896.0667

* Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3184 / 8851.5548 - jacquerlm@bnb.gov.br

* Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br

Fonte: Luciano Sá

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Decisão Tardia

Posted by admin on November 29th, 2007 in Brasil, Jornal, Notícias 1 Comment

Governadora do Pará anuncia saída de delegado e demolição de cadeia

Belém - A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, anunciou nesta quarta-feira a saída do delegado-geral de Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, e a demolição da cadeia de Abaetetuba (PA), onde uma adolescente de 15 anos que ficou apreendida com 20 homens, tendo sido vítima de maus tratos, violência e abuso sexual. A informação é da assessoria de imprensa do governo. Leia mais no jornal O Dia Online

Resumindo:

Se ele não tivesse falado essa besteira ainda estaria no cargo. Tenha Santa paciência! Essa criatura deveria ter sido afastado desde o início do escândalo. Como disse o Ricardo é porque não era a mãe dele e eu complemento: E nem alguém da família da governadora.

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Brasília - O delegado-geral do Pará, Raimundo Benassuly, tentou consertar a declaração feita em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, de que a menina L., de 15 anos, que foi presa e violentada durante 24 dias numa carceragem de Abaetetuba, “tem algum problema mental” e que, por isso, não teria reagido às barbaridades às quais foi submetida.

“Eu me expressei mal. Nossa preocupação é com o estado mental dela. Sou pai e tenho preocupação com isso. Em julho, a moça já sofreu violência sexual e pode ter se sentido constrangida em falar que era menor (em outubro) devido às violências que sofreu. Se o estado mental da moça foi abalado, agrava a pena dos responsáveis”, afirmou, segundo a Agência Estado.

Benassuly disse que se referia a algum trauma e não a uma doença mental: “Me expressei de forma incorreta.”

Fonte: Jornal O Dia Online

Leia mais notícias nos links abaixo:

Delegado-geral do Pará tenta explicar declaração sobre jovem presa com homens. Ana Júlia reage

Delegado-geral do Pará terá de se explicar, diz governadora

Nota:

Pra começo de conversa, menor ou não ela deveria ficar em uma cela de mulheres e não em uma “jaula” com 20 homens.

Segundo notas publicada em Jornais a Governadora reconhece que realmente algumas vezes mulheres e homens ocupam a mesma cela no Pará. Isso é um absurdo!! Como pode uma governante “mulher” saber da existência desse tipo de caso e não tomar providências?

Acesse o link abaxio e leia o comentário de Lucia Hippolito

A barbárie com requintes de crueldade

Dá medo. Dá muito medo das autoridades nesse país.

Elaine Paiva

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